23 de agosto de 2017

Projeto de Vida: o Autoconhecimento como Base para o Planejamento Pessoal

            O específico do humano é evoluir. O que nos motiva, dia a dia, a acordar pela manhã e a cumprir a nossa rotina é a possibilidade de crescimento – pessoal, profissional, na família e na sociedade. Todos carregamos sonhos de uma vida “melhor” (que variam de acordo com a subjetividade de cada um e com nossos valores e crenças pessoais). Todos lutamos rotineiramente para construir tais sonhos. Poucos, porém, planejam adequadamente como se dará tal processo de construção da própria trajetória.

                                    Imagem: pixabay.com
Desde a infância, nossas experiências de “sucesso” e/ou de “fracasso” vão formatando nossas crenças pessoais sobre o mundo e sobre nós mesmos e nos levando a tomar posicionamentos frente a vida que temos e aquela que queremos ter (construir). Tais posicionamentos influenciam sobre como nos sentimos diante dos mais diversos contextos e situações. Nesse sentido, grande erro que, vez ou outra, cometemos é encarar a própria felicidade na perspectiva do quando. Frases do tipo “quando eu me formar...”, “quando eu ganhar um salário melhor...”, “quando eu estiver bem resolvido na minha vida amorosa...”, “... aí eu serei feliz! ”, nos levam a murmurar, mas não a construir nada efetivo que coopere com a nossa alegria. Viver é exercício para o tempo presente! Afinal, é apenas no dia de hoje que podemos dar os passos que nos levarão aonde queremos (ou aonde nem sequer imaginamos) chegar!
            Muitos desistem da própria caminhada após as primeiras grandes dificuldades. Mas não é justamente a dificuldade que nos dá fundamento para crescer? O que precisamos é estar (relativamente) preparados para quando a dificuldade chegar. E isso exige de nós clareza em relação aos nossos objetivos de vida, assim como quanto a nossas potencialidades e limites. Autoconhecimento é fundamental!
            Precisamos conhecer nossos reais desejos, aptidões, habilidades e interesses, por exemplo, antes de desenhar nossa carreira profissional; assim como é necessário conhecer quais são nossos valores, ambições, visões sobre família e filhos etc., antes de assumir um relacionamento amoroso duradouro. Buscamos muito conhecer ao outro – a vaga de emprego, o curso de graduação, o interesse amoroso – e pouco a nós mesmos.
            Conhecendo-se melhor é possível planejar com mais precisão como chegar ao que buscamos alcançar. Mais ainda, isto nos ajuda a não gastarmos tempo e energia em projetos que, se olharmos bem, nada têm a ver com o que somos e queremos.
                          Imagem: pixabay.com

            É importante ter ciência, também, que nenhum projeto é imutável. Nós mesmos mudamos ao longo do tempo, ampliamos nosso repertório comportamental e nossos modos de enxergar a vida. Oportunidades e ameaças surgem e se vão ciclicamente. Assim, uma das principais características de um projeto pessoal deve ser a capacidade de constantemente se autoavaliar, manter o que está “funcionando bem” e repensar os aspectos que necessitem de ajustes e/ou de mudanças de foco, de metas e de objetivos. Tudo isso de maneira equilibrada, sem pressões ou ansiedades, uma coisa de cada vez.

            Planeje a sua vida, pois não dá para viver de improviso; mas seja flexível às pequenas mudanças em sua trajetória. Objetivo é norte, não restrição. Se algo não sair como desejado, não é motivo para desistir de si mesmo. Muitas vezes, ao mudarmos de caminho é que descobrimos e nos encantamos com nossa verdadeira identidade. A vida sempre nos apresenta novas possibilidades...

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