20 de agosto de 2015

Medicalização

Ouvi uma frase dia desses que me motivou a escrever este artigo. Ela dizia:
“Psicólogo bom sabe o momento certo de encaminhar ao psiquiatra. Psicólogo ruim diz que a psicoterapia cura qualquer coisa e que a psiquiatria dopa pacientes.
Psiquiatra bom sabe o momento certo de encaminhar ao psicólogo. Psiquiatra ruim diz que psicoterapia é só conversa e não resolve nada. ”
Assumo a assertiva como verdadeira!

É fácil (e triste) constatar que diversas pessoas, incluindo profissionais da Saúde, têm a ideia de que a psicoterapia e a medicalização são processos avessos, antagônicos, como se a existência de uma injustificasse a da outra.

Na verdade, há transtornos de saúde emocional nos quais a medicalização é, mais que necessária, essencial.
O que precisa ser combatido é a medicalização indiscriminada, sem correta avaliação e diagnóstico.
Agora, no atendimento realizado a pessoas com transtornos de saúde emocional severos, após a realização de diagnóstico apurado, é imprescindível que se combine a psicoterapia e a medicação. Afinal, não podemos nos esquecer que as emoções são, em primazia, resultado de processos fisiológicos.

Diversos estudos internacionais demonstram resultados efetivos em tratamentos mistos (psicoterapia e medicação) no sentido da melhora de sintomas de transtornos mentais (depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, etc.). Resultados que não foram obtidos de forma significativa, para estes transtornos específicos, quando apenas a psicoterapia ou exclusivamente a medicação eram assumidas como estratégia de intervenção.

As pessoas portadoras de um transtorno de saúde emocional (e seus familiares) devem ser melhor orientadas, pelos profissionais da Saúde, em relação a importância da anuência a um processo psicoterápico, assim como quanto a necessidade de cumprirem corretamente as prescrições médicas de uso de medicamento.

Psiquiatras e psicólogos trabalham juntos em prol do bem-estar e da saúde emocional dos indivíduos! 

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