18 de julho de 2016

Mundo do Trabalho e Qualidade de Vida

O trabalho representa contexto de extrema importância no dia a dia das pessoas: passamos a maior parte do nosso tempo no ambiente de trabalho, dependemos de nossa atividade profissional para a nossa subsistência, agregamos à nossa identidade elementos oriundos de nossas práticas laborais. Quando nos apresentamos para alguém, é corriqueiro, após referenciar o próprio nome, apresentar dados relativos às nossas atividades de trabalho. Quando passamos por dificuldades no ambiente de trabalho, é comum carregarmos-las por outros contextos da vida.
Nosso sistema escolar é orientado a ser um laboratório que nos prepara para a futura inserção no mercado de trabalho (o que precisa ser discutido e reconsiderado, pois educar é muito mais que ensinar a reproduzir padrões de comportamento).
Reconhecer a importância do mundo do trabalho na nossa vida é assumir que precisamos tomar cuidado, pois a qualidade do nosso trabalho afeta diretamente a nossa qualidade de vida e o nosso bem-estar emocional.

Quando eu discorro sobre “qualidade do trabalho” não estou me referindo a valor de remuneração. Há milhares recebendo grandiosos salários e não desfrutando de um único minuto de paz ou alegria. Assim como diversas pessoas vivendo com pouco, mas agradecidas e felizes com as oportunidades que têm. Já vi empresários chorando enquanto lixeiros cantavam e celebravam mais um dia de vida e labuta.

Imagem: pixabay.com/

Diversos teóricos da Administração e da Psicologia pontuam condições específicas que são importantes para pensarmos o que seria um trabalho de qualidade. O principal fator apontado é o que se chama “clima organizacional”.

Estar naquele ambiente profissional é costumeiramente agradável? A relação entre colegas de trabalho é sadia e positiva? Estou satisfeito com as atividades realizadas? Sinto-me reconhecido e valorizado pelo trabalho desempenhado? As cobranças e exigências feitas pelos superiores estão dentro das possibilidades de execução das minhas tarefas? Meu trabalho permite que eu tenha tempo e disposição para envolver-me com outras atividades importantes da minha vida (por exemplo: estar com a minha família, praticar alguma atividade física ou hobbies etc.)?

Não podemos viver esperando a sexta-feira!

No corriqueiro da vida, razão e emoção se relacionam e interferem na nossa saúde física e emocional. O local de trabalho é, por excelência, potencializador das nossas vivências interiores – positivas e/ou negativas.

Sei que não dá para “escolher trabalho”. Mas dá para “escolher” a forma como vamos lidar com as benesses e com as intempéries do ambiente profissional no qual estamos inseridos.
Atitudes passivas no ambiente de trabalho são tão prejudiciais quanto atitudes agressivas demais. Viver “no automático” não resolve. Apenas reclamar, também não.

Há situações que independem de nossa boa vontade, mas outras estão diretamente atreladas à forma como nos portamos. Por exemplo, a forma como nos aproximamos e nos relacionamos com colegas de expediente é fator fundamental para a construção de um “clima organizacional” costumeiramente positivo e que está relativamente sobre nosso controle de ação.
Após a jornada, desligar-se da empresa e permitir-se viver a própria vida é algo que também, na grande maioria das vezes, depende de nós – do controle de nossa ansiedade e das nossas preocupações.

Imagem: pixabay.com/

A preparação e a atualização constante (ou seja, estudar sempre!) também é algo que está sobre nosso controle e que nos ajuda a livrar-nos de inseguranças pessoais e medos (do desemprego, de ficarmos ultrapassados etc.).

Muito do que sentimentos e pensamos acerca de qualquer situação é condicionado pela forma como olhamos e nos posicionamos ante ela.
Mudanças de comportamento e de pensamento (flexibilizar a forma de enxergar o que parece não estar bom) incidem sobre nossas emoções e sentimentos.

Dá para acordar de manhã e tentar fazer as coisas de sempre, mas de um jeito novo e diferente? 

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